terça-feira, 13 de dezembro de 2022

Dicionário de interpretação de textos

Conjugador de verbos para a língua portuguesa.

Dicionário de interpretação de textos

A - Atenção ao ler o texto é fundamental.

B - Busque a resposta no texto. Não tente adivinhá-la. “Chute” só em último caso.

C - Coesão: uma frase com erro de coesão pode tornar um contexto indecifrável.

- Contexto: é o conjunto de idéias que formam um texto ---> o conteúdo.

D - Deduzir: deduz- se somente através do que o texto informa.

E - Erros de Interpretação:

• Extrapolação ( viagem ): é proibido viajar. Não se pode permitir que o pensamento voe.

• Redução: síntese serve apenas para facilitar o entendimento do contexto e para fixar a idéia principal. Na hora de responder lê-se o texto novamente.

• Contradição: é proibido contradizer o autor. Só se contradiz se solicitado.


F – Figuras de linguagem: conhecê-las bem ajudam a compreender o texto e, até, as questões.

G – Gramática: é a “alma” do texto. Sem ela, não haverá texto interpretável. Portanto, estude-a bastante.

H - História da Literatura: reconhecer as escolas e os gêneros literários é fundamental. Revise seus apontamentos de literatura.

I – Interpretação: o ato de interpretar tem primeiro e principal objetivo a identificação da idéia principal.

• Intertexto: são as citações que complementam, ou reforçam, o enfoque do autor .

J – Jamais responda “de cabeça”. Volte sempre ao texto.

L – Localizar-se no contexto permite que o candidato DESCUBRA a resposta.

M – Mensagem: às vezes, a mensagem não é explícita, mas o contexto informa qual a intenção do autor.

N – Nexos: são importantíssimos na coesão. Estude os pronomes relativos e as conjunções.

O – Observação: se você não é bom observador, comece a praticar HOJE, pois essa capacidade está intimamente ligada à atenção.

• OBSERVAÇÃO = ATENÇÃO = BOA INTERPRETAÇÃO.

P – Parafrasear: é dizer o mesmo que está no texto com outras palavras. É o mais conhecido “pega – ratão“ das provas.

Q – Questões de alternativas ( de “a” a “e” ): devem ser todas lidas. Nunca se convença de que a resposta é a letra “a” . Duvide e leia até a letra “e”, pois a resposta correta pode estar aqui.

R – Roteiro de Interpretação

Na hora de interpretar um texto, alguns cuidados são necessários:

a) ler atentamente todo o texto, procurando focalizar sua idéia central;

b) interpretar as palavras desconhecidas através do contexto;

c) reconhecer os argumentos que dão sustentação a idéia central;

d) identificar as objeções à idéia central;

e) sublinhar os exemplos que foram empregados como ilustração da idéia central;

f) antes de responder as questões, ler mais de uma vez todo o texto, fazendo o mesmo com as questões e as alternativas;

g) a cada questão, voltar ao texto, não responder “de cabeça”;

h) se preferir, faça anotações à margem ou esquematize o texto;

i) se o enunciado pedir a idéia principal, ou tema, estará situada na introdução, na conclusão, ou no título;

j) se o enunciado pedir a argumentação, esta estará localizada, normalmente, no corpo do texto.

S – Semântica: é a parte da gramática que estuda o significado das palavras. É bom estudar: homônimos e parônimos, denotação e conotação, polissemia, sinônimos e antônimos. Não esqueça que a mudança de um “i “ para “e” pode mudar o significado da palavra e do contexto.

IMINENTE ---> EMINENTE

T – Texto: basicamente, é um conjunto de IDÉIAS (ASSUNTO) ORGANIZADAS(ESTRUTURA).

- INTRODUÇÃO-ARGUMENTAÇÃO-CONCLUSÃO

U – Uma vez, contaram a você que existem a ótica do escritor e a ótica do leitor. É MENTIRA! Você deve responder às questões de acordo com o escritor.

V – Vícios: esses “errinhos” do cotidiano atrapalham muito na interpretação. Não deixe que eles interfiram no seu conhecimento.

X – Xerocar os conteúdos, isto é, decorá-los não é o suficiente: é necessário raciocinar.

Z – Zebra não existe: o que existe é a falta de informação. Portanto, informe-se .

(Autoria de Lúcia Piva)

segunda-feira, 24 de outubro de 2022

Por que as letra ‘j’ e ‘i’ são as únicas com um pingo sobre si?

 Por que as letra ‘j’ e ‘i’ são as únicas com um pingo sobre si?

🛈

Tia Mirna, minha professora da primeira série do primário, contou uma história que me deixou impressionado. Disse à classe que, antigamente, havia a Escola do Alfabeto, onde estudavam todas as letras. Como as letras ‘i’ e ‘j’ fizeram muita bagunça, a diretora lhes colocou um sinal sobre a cabeça como forma de castigo. Então, i e jota nunca mais puderam tirar aquele ponto.

Depois dessa, quem iria bagunçar na turma da tia Mirna? Ela nos pôs um baita medo e não contou o verdadeiro motivo de essas duas letras serem as únicas do alfabeto latino que, obrigatoriamente, devem ser grafadas com um ponto na parte superior. Olôco... Tá, mas e de onde veio essa frescura de pôr o pinguinho?

Bem, tudo aconteceu na Europa Medieval. Com a escrita apenas manual, um estilo que estava em alta era a fonte gótica, baseada na alfabeto gótico, muito popular nos livros alemães. Essa tipografia era muito bonita e rebuscada, mas de leitura difícil. (Dê uma conferida no  ‘Google Imagens’.)

Um dos problemas do gótico é a semelhança entre dois ii e ‘u’. Por exemplo, imagine a palavra ‘aquarii’ (‘aquários’, em latim) sem os dois pings nos ii. Ela poderia facilmente ser confundida e lida como /aquaru/.

Para contornar esse probleminha, diversos símbolos foram propostos para diferenciá-los, como o til e o apóstrofo, mas o ponto foi o que se estabeleceu como padrão a partir do século XVI. (Aliás, o que há sobre o ‘i’, oficialmente, é um ponto; pingo é só no Brasil.)

Demorou algum tempo até que todos os copistas (os que transcreviam manualmente os livros) usassem o ponto sobre o ‘i’. Os mais tradicionais se negavam veementemente, mas, não tinha jeito, para tornar o manuscrito mais fácil de ler, era necessário “colocar os pingos nos ii”, ou seja, esclarecer o textos. Essa expressão é usada até hoje quando, enfim, se explica algo nebuloso.

Tá, e o jota?

O ‘i’, antigamente, funcionava como vogal e como consoante (semivogal). Por exemplo, justiça e Jesus eram grafados em latim clássico, na Antiguidade, ‘iustitia’ e ‘Iesus’, inciados por i. Só no século XVI é que essa ambiguidade foi resolvida tipograficamente. Para diferenciar as duas funções da letra, em 1524, o gramático italiano Gian Giorgio Trissino, um grande defensor da clareza na escrita, propôs que o ‘i’ consonantizado fosse escrito “com uma cauda”, ou seja, que fosse espichado para baixo. Nasceu aí o ‘j’.

O nome ‘jota’ vem da letra iota, do alfabeto grego. Perceba como o próprio nome da letra atendeu à regra proposta por Trissino. A semivogal ‘i’ de iota ganhou aquela esticada para baixo, ficando ‘jota’. A língua foi evoluindo e, no mesmo século, várias línguas já pronunciavam esse ‘j’ com o som que ele tem hoje.

Bem resumidamente, o i ganhou o ponto só para ii não serem confundidos com u e o j só era um i esticado. Mas, nããão.... Tia Mirna preferiu tocar o terror na nossa alfabetização.

📚 Referência: ‘Ɛpistola del Trissino de le lettere nuωvamente aggiunte ne la lingua italiana’ por Gian Giorgio Trissino’ (1524). 

📸 Figura: quadro ‘An Old Scholar’, de Salomon Koninck (1645).