quinta-feira, 29 de fevereiro de 2024

Das vantagens de ser bobo

Das vantagens de ser bobo

O bobo, por não se ocupar com ambições, tem tempo para ver, ouvir e tocar no mundo.

O bobo é capaz de ficar sentado, quase sem se mexer por duas horas. Se perguntando por que não faz alguma coisa, responde: “Estou fazendo. Estou pensando.”

Ser bobo às vezes oferece um mundo de saída porque os espertos só se lembram de sair por meio da esperteza, e o bobo tem originalidade, espontaneamente lhe vem a ideia.

O bobo tem oportunidade de ver coisas que os espertos não veem.

Os espertos estão sempre tão atentos às espertezas alheias que se descontraem diante dos bobos, e estes os veem como simples pessoas humanas.

O bobo ganha liberdade e sabedoria para viver.

O bobo nunca parece ter tido vez. No entanto, muitas vezes, o bobo é um Dostoievski.

Há desvantagem, obviamente. Uma boba, por exemplo, confiou na palavra de um desconhecido para a compra de um ar refrigerado de segunda mão: ele disse que o aparelho era novo, praticamente sem uso porque se mudara para a Gávea onde é fresco. Vai a boba e compra o aparelho sem vê-lo sequer. Resultado: não funciona. Chamado um técnico, a opinião deste era de que o aparelho estava tão estragado que o conserto seria caríssimo: mais valia comprar outro.

Mas, em contrapartida, a vantagem de ser bobo é ter boa-fé, não desconfiar, e portanto estar tranquilo. Enquanto o esperto não dorme à noite com medo de ser ludibriado.

O esperto vence com úlcera no estômago. O bobo nem nota que venceu.

Aviso: não confundir bobos com burros.

Desvantagem: pode receber uma punhalada de quem menos espera. É uma das tristezas que o bobo não prevê. César terminou dizendo a célebre frase: “Até tu, Brutus?”

Bobo não reclama. Em compensação, como exclama!

Os bobos, com suas palhaçadas, devem estar todos no céu.

Se Cristo tivesse sido esperto não teria morrido na cruz.

O bobo é sempre tão simpático que há espertos que se fazem passar por bobos.

Ser bobo é uma criatividade e, como toda criação, é difícil. Por isso é que os espertos não conseguem passar por bobos.

Os espertos ganham dos outros. Em compensação os bobos ganham vida.

Bem-aventurados os bobos porque sabem sem que ninguém desconfie. Aliás não se importam que saibam que eles sabem.

Há lugares que facilitam mais as pessoas serem bobas (não confundir bobo com burro, com tolo, com fútil). Minas Gerais, por exemplo, facilita ser bobo. Ah, quantos perdem por não nascer em Minas!

Bobo é Chagall, que põe vaca no espaço, voando por cima das casas.

É quase impossível evitar excesso de amor que um bobo provoca. É que só o bobo é capaz de excesso de amor. E só o amor faz o bobo.

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Clarice Lispector é uma escritora brasileira. Ela nasceu na Ucrânia, mas chegou ao Brasil quando tinha dois anos. Mais tarde, fez faculdade de Direito, morou em diversos países em companhia do marido cônsul, publicou muitos livros e também atuou como jornalista.

A autora, que faleceu em 9 de dezembro de 1977, no Rio de Janeiro, faz parte da terceira geração modernista (ou pós-modernismo). Suas obras apresentam fluxo de consciência, fragmentação e metalinguagem, características que podem ser observadas em A hora da estrela, um de seus livros mais conhecidos.

terça-feira, 13 de dezembro de 2022

Dicionário de interpretação de textos

Conjugador de verbos para a língua portuguesa.

Dicionário de interpretação de textos

A - Atenção ao ler o texto é fundamental.

B - Busque a resposta no texto. Não tente adivinhá-la. “Chute” só em último caso.

C - Coesão: uma frase com erro de coesão pode tornar um contexto indecifrável.

- Contexto: é o conjunto de idéias que formam um texto ---> o conteúdo.

D - Deduzir: deduz- se somente através do que o texto informa.

E - Erros de Interpretação:

• Extrapolação ( viagem ): é proibido viajar. Não se pode permitir que o pensamento voe.

• Redução: síntese serve apenas para facilitar o entendimento do contexto e para fixar a idéia principal. Na hora de responder lê-se o texto novamente.

• Contradição: é proibido contradizer o autor. Só se contradiz se solicitado.


F – Figuras de linguagem: conhecê-las bem ajudam a compreender o texto e, até, as questões.

G – Gramática: é a “alma” do texto. Sem ela, não haverá texto interpretável. Portanto, estude-a bastante.

H - História da Literatura: reconhecer as escolas e os gêneros literários é fundamental. Revise seus apontamentos de literatura.

I – Interpretação: o ato de interpretar tem primeiro e principal objetivo a identificação da idéia principal.

• Intertexto: são as citações que complementam, ou reforçam, o enfoque do autor .

J – Jamais responda “de cabeça”. Volte sempre ao texto.

L – Localizar-se no contexto permite que o candidato DESCUBRA a resposta.

M – Mensagem: às vezes, a mensagem não é explícita, mas o contexto informa qual a intenção do autor.

N – Nexos: são importantíssimos na coesão. Estude os pronomes relativos e as conjunções.

O – Observação: se você não é bom observador, comece a praticar HOJE, pois essa capacidade está intimamente ligada à atenção.

• OBSERVAÇÃO = ATENÇÃO = BOA INTERPRETAÇÃO.

P – Parafrasear: é dizer o mesmo que está no texto com outras palavras. É o mais conhecido “pega – ratão“ das provas.

Q – Questões de alternativas ( de “a” a “e” ): devem ser todas lidas. Nunca se convença de que a resposta é a letra “a” . Duvide e leia até a letra “e”, pois a resposta correta pode estar aqui.

R – Roteiro de Interpretação

Na hora de interpretar um texto, alguns cuidados são necessários:

a) ler atentamente todo o texto, procurando focalizar sua idéia central;

b) interpretar as palavras desconhecidas através do contexto;

c) reconhecer os argumentos que dão sustentação a idéia central;

d) identificar as objeções à idéia central;

e) sublinhar os exemplos que foram empregados como ilustração da idéia central;

f) antes de responder as questões, ler mais de uma vez todo o texto, fazendo o mesmo com as questões e as alternativas;

g) a cada questão, voltar ao texto, não responder “de cabeça”;

h) se preferir, faça anotações à margem ou esquematize o texto;

i) se o enunciado pedir a idéia principal, ou tema, estará situada na introdução, na conclusão, ou no título;

j) se o enunciado pedir a argumentação, esta estará localizada, normalmente, no corpo do texto.

S – Semântica: é a parte da gramática que estuda o significado das palavras. É bom estudar: homônimos e parônimos, denotação e conotação, polissemia, sinônimos e antônimos. Não esqueça que a mudança de um “i “ para “e” pode mudar o significado da palavra e do contexto.

IMINENTE ---> EMINENTE

T – Texto: basicamente, é um conjunto de IDÉIAS (ASSUNTO) ORGANIZADAS(ESTRUTURA).

- INTRODUÇÃO-ARGUMENTAÇÃO-CONCLUSÃO

U – Uma vez, contaram a você que existem a ótica do escritor e a ótica do leitor. É MENTIRA! Você deve responder às questões de acordo com o escritor.

V – Vícios: esses “errinhos” do cotidiano atrapalham muito na interpretação. Não deixe que eles interfiram no seu conhecimento.

X – Xerocar os conteúdos, isto é, decorá-los não é o suficiente: é necessário raciocinar.

Z – Zebra não existe: o que existe é a falta de informação. Portanto, informe-se .

(Autoria de Lúcia Piva)

segunda-feira, 24 de outubro de 2022

Por que as letra ‘j’ e ‘i’ são as únicas com um pingo sobre si?

 Por que as letra ‘j’ e ‘i’ são as únicas com um pingo sobre si?

🛈

Tia Mirna, minha professora da primeira série do primário, contou uma história que me deixou impressionado. Disse à classe que, antigamente, havia a Escola do Alfabeto, onde estudavam todas as letras. Como as letras ‘i’ e ‘j’ fizeram muita bagunça, a diretora lhes colocou um sinal sobre a cabeça como forma de castigo. Então, i e jota nunca mais puderam tirar aquele ponto.

Depois dessa, quem iria bagunçar na turma da tia Mirna? Ela nos pôs um baita medo e não contou o verdadeiro motivo de essas duas letras serem as únicas do alfabeto latino que, obrigatoriamente, devem ser grafadas com um ponto na parte superior. Olôco... Tá, mas e de onde veio essa frescura de pôr o pinguinho?

Bem, tudo aconteceu na Europa Medieval. Com a escrita apenas manual, um estilo que estava em alta era a fonte gótica, baseada na alfabeto gótico, muito popular nos livros alemães. Essa tipografia era muito bonita e rebuscada, mas de leitura difícil. (Dê uma conferida no  ‘Google Imagens’.)

Um dos problemas do gótico é a semelhança entre dois ii e ‘u’. Por exemplo, imagine a palavra ‘aquarii’ (‘aquários’, em latim) sem os dois pings nos ii. Ela poderia facilmente ser confundida e lida como /aquaru/.

Para contornar esse probleminha, diversos símbolos foram propostos para diferenciá-los, como o til e o apóstrofo, mas o ponto foi o que se estabeleceu como padrão a partir do século XVI. (Aliás, o que há sobre o ‘i’, oficialmente, é um ponto; pingo é só no Brasil.)

Demorou algum tempo até que todos os copistas (os que transcreviam manualmente os livros) usassem o ponto sobre o ‘i’. Os mais tradicionais se negavam veementemente, mas, não tinha jeito, para tornar o manuscrito mais fácil de ler, era necessário “colocar os pingos nos ii”, ou seja, esclarecer o textos. Essa expressão é usada até hoje quando, enfim, se explica algo nebuloso.

Tá, e o jota?

O ‘i’, antigamente, funcionava como vogal e como consoante (semivogal). Por exemplo, justiça e Jesus eram grafados em latim clássico, na Antiguidade, ‘iustitia’ e ‘Iesus’, inciados por i. Só no século XVI é que essa ambiguidade foi resolvida tipograficamente. Para diferenciar as duas funções da letra, em 1524, o gramático italiano Gian Giorgio Trissino, um grande defensor da clareza na escrita, propôs que o ‘i’ consonantizado fosse escrito “com uma cauda”, ou seja, que fosse espichado para baixo. Nasceu aí o ‘j’.

O nome ‘jota’ vem da letra iota, do alfabeto grego. Perceba como o próprio nome da letra atendeu à regra proposta por Trissino. A semivogal ‘i’ de iota ganhou aquela esticada para baixo, ficando ‘jota’. A língua foi evoluindo e, no mesmo século, várias línguas já pronunciavam esse ‘j’ com o som que ele tem hoje.

Bem resumidamente, o i ganhou o ponto só para ii não serem confundidos com u e o j só era um i esticado. Mas, nããão.... Tia Mirna preferiu tocar o terror na nossa alfabetização.

📚 Referência: ‘Ɛpistola del Trissino de le lettere nuωvamente aggiunte ne la lingua italiana’ por Gian Giorgio Trissino’ (1524). 

📸 Figura: quadro ‘An Old Scholar’, de Salomon Koninck (1645).

quarta-feira, 27 de outubro de 2021

"Choro" de Rubem Braga

Choro

Rubem Braga

Eram todos negros: uma viola, um clarinete, um pandeiro e uma cabaça. Juntaram-se na varandinha de uma casa abandonada e ali ficaram chorando valsas, repinicando sambas. E a gente veio se ajuntando, calada, ouvindo. Alguém mandou no botequim da esquina trazer cerveja e cachaça. E em pé na calçada, ou sentados no chão da varanda, ou nos canteiros do jardinzinho, todos ficamos em silêncio ouvindo os negros. Os que ouviam não batiam palmas nem pediam música nenhuma; ficavam simplesmente bebendo em silêncio aquele choro, o floreio do clarinete, o repinicado vivo e triste da viola. Só essa música que nos arrasta e prende, nos dá alegria e tristeza, nos leva a outras noites de emoções – e grátis. Ainda há boas coisas grátis, nesta cidade de coisas tão caras e de tanta falta de coisas. Grátis – um favor dos negros. Alma grátis, poesia grátis, duas horas de felicidade grátis – sim, só da gente do povo podemos esperar uma coisa assim nesta cidade de ganância e de injustiça. Só o pobre tem tanta riqueza para dar de graça.


Texto adaptado de BRAGA, Rubem. Um pé de milho. 5 ed., Rio de Janeiro: Record, 1993, pp. 104-105.

sábado, 4 de abril de 2015

Acróstico EDUCAR

                           Economizar
                           Dedicação
                                     reUtilizar
                           Cidadania
                           Água
                                     haRmonia

Michael Mitchel de Souza
Lucas Felipe de Carvalho Barbosa
Marcos Vinicius Gomes
9 ano B

E.E. do Bairro Jardim do Ipê
Governador Valadares - MG
2015

Acróstico PRESERVAR

                  Plantar
                  Reutilizar
                  Economizar
                     não Sujar
                  Educar
                  Reciclar
                  Varrer em vez de lavar
                  Ambiente, preservar
                  cuidaR

Larissa de Souza Silva
Keila Cristina Lopes Silva
Damares Shalon da Silva Santos
Ana Karolina Rocha Silva
9 ano B

E.E. do Bairro Jardim do Ipê
Governador Valadares - MG
2015

Acróstico ÁGUA

                                                                 PreservÁr
                                                   Germinar
                                                                           cUidar
                                                           conscientizAr

Adriely Auria
Marysthela Santos
Larissa Jennifer
9 ano B

E.E. do Bairro Jardim do Ipê
Governador Valadares - MG
2015

Acróstico PRESERVAR

Preciosidade
                                               Reutlizar
                                                                       Economizar
Saneamento
                                                                     sEde
                                                                viveR
                                               Vida
                                                                      Água
                                                              ajudaR

 Danielle da Silva
Bianca G. da Silva
Leonardo da Silva Costa
9 ano B

E.E. do Bairro Jardim do Ipê
Governador Valadares - MG

2015

Acróstico ÁGUA NOSSA DE CADA DIA

A
       ÁGua do
           mUndo está
         Acabando

    Nós
           pOdemos
                          paSsar a economizar
  noSsa
preciosA Água

         De forma
       intEligente

      Como?
             Apressando o
                                                                     banho De
   mAnhã

                                                                       de tarDe,
        a noIte, enfim
                                                               todos os diAs.


André Luiz
Marcos Vinícius Lima
Samuel Boechad
9 ano B

E.E. do Bairro Jardim do Ipê
Governador Valadares - MG
2015

Acróstico NATUREZA

           Nascentes
EconomizAr
                Tratamento
             reUtilização
                Rio
                Economização
       ArmaZenamento
                Água


Carlos Wendel da Silva Xavier
Brenno Eduardo
Daniel Moura de Oliveira
Patrick Junior
9 ano B

E.E. do Bairro Jardim do Ipê
Governador Valadares - MG
2015

Então, foi assim...

     Quando eu nasci meus pais eram separados, mas durante a separação eles tiveram alguns "encontros" que levaram a mim. Então no primeiro ultrassom não deu pra ver direito, eles acharam que seria uma menina e iriam colocar o nome de Maria Luíza em mim, mas no segundo ultra já deu pra ver que era um menino, então decidiram que meu nome seria Luiz Antonio. Começaram a fazer fralda com o nome Luiz Antonio, fazendo aquela coisa toda com o nome de Luiz Antonio, mas no dia 04 de abril de 2000, às 2h da madrugada, não sei o nome do hospital, mas quando nasci de parto normal minha mãe me pegou no colo e disse que meu nome seria Thiago Luiz. Com isso a família toda ficou bolada, principalmente minha avó, pois ela quem fez a maioria dos negócios com o nome Luiz Antonio, mas meu nome continuou sendo Thiago Luiz.
    Meu pai não quis me assumir e só dava pensão e presentes para meu irmão mais velho, o buscava para ir à casa dele, mas quando completei 3 anos ele mandou minha mãe levar meu irmão e eu para fazer exame de DNA, deu positivo, então as coisas mudaram, a pensão aumentou, comecei a ganhar presentes dele e tal....
     O nome do meu pai é Nivaldo, os pais dele não cheguei a conhecer, só sei que a mãe dele, minha avó, se chamava Aline, o nome da minha mãe é Alexsandra, meus avós maternos são Renata e João, mas conhecido como Joca. Minha mãe nasceu em São Paulo, mas hoje mora Ipatinga com seu atual marido. Meu irmão e eu moramos com meus avós maternos em Governador Valadares, quanto a família de meu pai não sei de onde e nem onde moram.
    Enfim, comecei a estudar aos 4 anos no pré, na época meu irmão estudava em outra escola, pois ele mordeu um moleque lá e foi expulso e nunca mais foi um aluno bom, já eu sou totalmente diferente, sempre fui um bom aluno, nunca tomei bomba, nunca chamaram meus pais, apenas por causa do meu irmão. Fiquei de recuperação apenas uma vez, em história.

Aluno da E.E. do Bairro Jardim do Ipê
Governador Valadares - MG
2015

#Os nome foram alterados para preservar a identidade do aluno.

A ação dos bandidos

     Era uma vez uma rainha que estava em seu palácio tranquilamente quando ouviu falar sobre uma gruta que havia muito longe. Certo dia ela queria ir até a gruta, mas seus cavalos estavam muito cansados, pois tinham acabado de chegar de uma longa viagem.
     Então a rainha resolveu ir andando mesmo sentindo medo de ser assaltada, pois naquelas estradas tinha bandidos malvados.
     No meio do caminho os bandidos a viram e começaram a segui-la. Chegando na gruta a rainha conheceu um cego que vivia lá e se tornou sua amiga. Logo depois os bandidos chegaram. A rainha, muito desesperada, gritou ao cego que os bandidos tinham entrado na gruta, o cego logo foi pegar as suas armas. Quando os bandidos viram o cego armado saíram fugindo sem levar nada.
     A rainha agradeceu ao cego e o convidou para morar em seu palácio, satisfeito ele aceitou e os dois viveram felizes até a morte. Os bandidos não voltaram a roubar nunca mais.

Carliano Justino de Jesus
Hallef Lourenço Pereira Silva
9 ano C

E.E. do Bairro Jardim do Ipê
Governador Valadares - MG
2015

Água nossa de cada dia (3)

Estava observando o Rio Doce e a água parecia UM mar de lama pois caiu DOIS caminhões de terra em cima da ponte. Então chamaram TRÊS viaturas da polícia federal para registrar a ocorrência, os QUATRO passageiros de um dos caminhões morreram e os CINCO do outro ficaram feridos. SEIS pessoas tentaram tirar toda a terra que tinha caído dentro do rio, mas ainda assim a água ficou de SETE a OITO dias suja até que a lama acabasse.
NOVE mil pessoas tiveram que comprar água para beber e tomar banho e gastaram, em média, DEZ reais cada.

Davi Coelho Sebastião
Mateus Marques
9 ano C

E.E. do Bairro Jardim do Ipê
Governador Valadares - MG
2015